Solo Áspero (IV)
Tenho que enfiar politonia nesse trajeto, ah se tenho. Vamos fazer uma coisa.
Vos apresento o espelho.
O espelho me diria que eu cheguei da forma que for até o lugar que estava naquele instante, mas terá sido isso mesmo? Bem, estava como meu Jipe até então, devo ter atracado.
Cheguei, entrei, subi escadas de mármore de uma tonalidade que nunca se prende à minha mente e presenças passavam por mim, não a todo tempo, bem de vez em quando, as conhecia mas as desejava como belas moças que se vê na rua e se sabe que nunca irá se conhecer. Eu as seguia, tentava entender suas vidas dentro daquele meu novo mundo emplastrado de mármore, paredes de vidro, luzes e aquele cheiro sem cor, sem gosto e reminiscência, mas aquele cheiro formoso.
Andavam aos pares e não tinham o rosto que em alguma profundidade da minha mente ocular teria que ter. Perseguia uma de cada vez e no meio do caminho entre escadarias (e escadas rolantelantelanteslantes que ninguem sabia e queria usar) apareciam outras que eu também tinha que seguir. Todas deveriam viver ali, ou se não, bem, se eu não via ou as ouvia talvez ja tivessem abandonado aquele mundo, aquele mundo que eu não conseguia abandonar. Era o dono dele. Mas mesmo o mundo que é grande como Shoppings Centers não é feito só de vida. Então deixei a vida do mundo um pouco de lado. E ela deixou de existir no meu mundo, rapidinho deixou.
Fui até uma das vitrines e olhei o que havia através dela e….
[Corte]
Ai!! Puts Grilla…
Deixa o espelho pra lá. Sabe quando acende aquela luz forte?? Pois então…
Isso foi o que espelho contou. E pronto e acabou. Chega. Não vou falar mais disso.
Eu que devo ter dito um bocado sobre as minhas andanças danças dançando pelo mundo ainda não falei daquelas que pedem a companhia que ia e vinha pelos aís. Diabos, até chegarmos aonde queríamos paramos com muita força e me lembro, como do início da criação das estrelas, daquela clareira deixando de ser clara a cada segundo morimbundo do ônibus que de forma alguma queria andar.
Dia fresco, começando a virar noite, começavam a consertar a maquinaria e eu nada mais me lembrava desse ramo (Os outros ramos nos cercavam em abundância) para poder ajudar… idiota que sou, fui querer fazer alguma coisa por aí pra não ficar parado. Todos espalhavam-se como se cumprissem ojetivos de grupo. Caçavam morcegos e, digamos, pelo menos a maioria era caçada por eles. Para a maioria anoiteceu antes, saíram demais da nossa circunferência. Não era tão fácil voltar. Escapei e consegui me diametrar de volta para nosso (não mais meu) grande movimentador.
Talvez fosse por não gostar de viajar em companhia, mas é, pra mim, engraçado que metade dos passageiros ja não estavam mais conosco quando voltamos a viajar. Novamente olhava por alguma transparência.
A viagem seguiu curso e nessa altura da história não sei se era eu ou meu reflexo (que não me pertencia) quem atuava.