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	<title>La Chambre &#187; Metagrafia</title>
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	<description>Palavras pararealistas de Gabriel Castilho</description>
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		<title>La Chambre &#187; Metagrafia</title>
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		<title>Metagrafia n°7</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 18:03:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Castilho Gil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metagrafia]]></category>

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		<description><![CDATA[Devo ter dito hoje, fora pra quem realmente ouviu, umas 3 ou 4 vezes que preciso escrever.
Leio obras bacanas de companheiros de estrada, alguns nem mesmo sabem que eu estou nessa larga highway, e sinto que é preciso trocar de tênis ou aprender a andar descalço. O tempo é hostil e não deixa os atalhos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bieldeadline.wordpress.com&blog=4092303&post=372&subd=bieldeadline&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Devo ter dito hoje, fora pra quem realmente ouviu, umas 3 ou 4 vezes que preciso escrever.</p>
<p>Leio obras bacanas de companheiros de estrada, alguns nem mesmo sabem que eu estou nessa larga highway, e sinto que é preciso trocar de tênis ou aprender a andar descalço. O tempo é hostil e não deixa os atalhos que encontro se implantarem no mapa  que venho criando, mesmo que não os siga.</p>
<p>Estou ficando para trás.</p>
<p>Quando colei palavras a velhos sonhos que anotei e dei vida ao meu segundo caminhante não imaginava que percorrer a estrada seria tão difícil sem  duas ou quatro rodas. Não foi difícil para ele. A Parada é que tenho uma roda, só uma roda e ela pesa, pesa muito; Ou calço novos tênis, ou aprendo a andar descalço, ou jogo essa roda no meio do mato, acostamento a fora.</p>
<p>Pensei em aprender a mexer com o tal do monociclo, mas o Picadeiro está mais que submerso.</p>
<p>Não quero trocar a calota. Não sei se é a hora de pedir ajuda a Ernest Hemmingway, Décio Pignatari ou mesmo Kerouac. Não quero caronas de Torquato Neto, Capinã ou Mário de Andrade.</p>
<p>Parei num posto qualquer e Madame Lygia  me ofereceu um pingado; céus, é claro que aceitei, mas o que posso eu fazer se mal aprendi a digerir cálcio?</p>
<p>Vejo bons companheiros focados na eternidade da estrada enquanto procuro a curva do túnel. E o peso da roda começa a me corroer como um fluido de bateria. E me vejo sem cargas. Barbas! Preciso me livrar dessa roda, preciso reinventar essa roda, preciso reinventar a cabeça de quem metralhou que a roda realmente foi inventada.</p>
<p>E da estrada não saio</p>
<p>Aí nos fins de manhã fico louco e sorrio para montanhas de fundo de retina, não sei se volto meiameio ou se em definitivo quero ser fugitivo dessas visões</p>
<p>Não brinco com isso, apesar do sorriso que não vai (Preciso me livrar dessa roda).</p>
<p>E vejo um brilho cálido à  minha frente.</p>
<p>A troca de marcha, a mão no câmbio&#8230; Mudar a frequência do seu semovimento não é carrocel, com bilhete de entrada, fresta de saída e dificuldades niveladas. Tampouco é máscara de carnaval que acaba nas cinzas (e preciso de fogo).</p>
<p>A violência do desejo só tem uma velocidade: a do coração, a dos pés na estrada, no papel, a das botas borradas de tinta,a do alcatrão vulcanizado (quero fogo) a do índio que corre a cavalo dos tiros, a do fim do fim do mundo, a do choro flagrado, a da mente doente que resiste e mente aos ouvidos decentes, a das supernovidades que deslizam tímpanoatímpano e desaparecem no horizonte do esquecimento, a do meu piscar de olhos que sucede o fogo à minha frente e segura com mais força o pneu.</p>
<p>taquei.</p>
<p>O fogo transforma, já diziam.</p>
<p>Agora sei porque todos me pedem fogo ao passar por minha penumbra na highway.</p>
<p>Mas não sou modesto e não quero ver o que ele faz com a borracha.</p>
<p>Um (levanto a tampa) dois (fricção) três -</p>
<p>Conheço minha natureza orgânica</p>
<p>me transformo.</p>
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		<title>Metagrafia nº6</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 17:59:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Castilho Gil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metagrafia]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho reparado que buscar dialogismo no cotidiano é muito, muito recompensador, mas demorei pra conseguir engolir o tamanho dessa ideia.
Minhas últimas férias de inverno como aluno de escola chegaram e me rendi ao desagrado de simplesmente deixar quieto qualquer compromisso com livro didático em prol de manter um diálogo com as outras entidades que me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bieldeadline.wordpress.com&blog=4092303&post=297&subd=bieldeadline&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Tenho reparado que buscar dialogismo no cotidiano é muito, muito recompensador, mas demorei pra conseguir engolir o tamanho dessa ideia.</p>
<p>Minhas últimas férias de inverno como aluno de escola chegaram e me rendi ao desagrado de simplesmente deixar quieto qualquer compromisso com livro didático em prol de manter um diálogo com as outras entidades que me perfazem. Andei lendo sobre Somaterapia e seus mecanismos de identificação de autoritarismo e repressão entre relações de poder e, bem, alguem deve ter pensado muito sobre isso, mas não é incrivel como algumas entidades de nosso próprio ser tendem, quando desimpedidas, a criar  um ar de superioridade sobre as outras? E pior, como não nos compaixonamos com nossa integridade&#8230; Mesmo sabendo que há algo errado em ler por horas, ficar no computador por horas, pensar por horas, se preocupar, se angustiar, sofrer, odiar, amar por dias e dias, se exercitar, dormir, gozar, jogar, suar por horas, dias e semanas inertes.</p>
<p>É engraçado e patético  pensar e dizer isso, mas só posso abstrair que existem ditaduras totalitárias instaurados no meu próprio ser. Enquanto eu não saio pra dar uma corrida em torno da Avenida Bandeirantes aqui de BH para prestar atenção na minha própria respiração e na forma do céu, minha mente escraviza o meu corpo e minhas emoções, os reprime e estagna suas atuações.</p>
<p>Devo priorizar um triálogo e me ajudar a ser livre em mim mesmo, princiaplmente quando almejo isso para o mundo em que vivo.</p>
<p>Sim, tenho certeza que o equilíbrio, quando existe, é sempre dinâmico.</p>
<p>Viajo no final dessa semana, talvez.</p>
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		<title>Metagrafia nº5</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 00:43:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Castilho Gil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metagrafia]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje em dia quase não há mais certeza quanto a existência de qualquer coisa desesperadora. Dias comuns poderão nos levar até conjunturas bem alarmantes, mas dias comuns nunca mais poderão fazer nossos cabelos ficarem grisalhos de uma hora para outra.


       <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bieldeadline.wordpress.com&blog=4092303&post=210&subd=bieldeadline&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;margin:0 0 .0001pt;">Hoje em dia quase não há mais certeza quanto a existência de qualquer coisa desesperadora. Dias comuns poderão nos levar até conjunturas bem alarmantes, mas dias comuns nunca mais poderão fazer nossos cabelos ficarem grisalhos de uma hora para outra.</p>
<p><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;"><br />
</span></strong></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bieldeadline.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bieldeadline.wordpress.com/210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bieldeadline.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bieldeadline.wordpress.com/210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bieldeadline.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bieldeadline.wordpress.com/210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bieldeadline.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bieldeadline.wordpress.com/210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bieldeadline.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bieldeadline.wordpress.com/210/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bieldeadline.wordpress.com&blog=4092303&post=210&subd=bieldeadline&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Metagrafia nº4 (O Trevo de duas Folhas)</title>
		<link>http://bieldeadline.wordpress.com/2008/11/27/o-trevo-de-duas-folhas/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 21:56:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Castilho Gil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[Metagrafia]]></category>

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		<description><![CDATA[- Camarada! Hei, hei, hei! Camarada, dá uma paradinha. Rápido, te prometo.
Escuta só.
Tome isso aqui&#8230;
- Um trevo?
- Não, ah! Putz Grila, filho: &#8220;Um trevo&#8230;&#8221; Olhe pra minha cara carrancuda. Vem cá, fica pertinho de mim o suficiente pra sentir esse cheiro de catuaba que eu sei que você tá estranhando e a que eu sei [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bieldeadline.wordpress.com&blog=4092303&post=150&subd=bieldeadline&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>- Camarada! Hei, hei, hei! Camarada, dá uma paradinha. Rápido, te prometo.</p>
<p>Escuta só.</p>
<p>Tome isso aqui&#8230;</p>
<p>- Um trevo?</p>
<p>- Não, ah! Putz Grila, filho: &#8220;Um trevo&#8230;&#8221; Olhe pra minha cara carrancuda. Vem cá, fica pertinho de mim o suficiente pra sentir esse cheiro de catuaba que eu sei que você tá estranhando e a que eu sei que estou fedendo. isso, assim mesmo. Agora olha bem nos meus planetas&#8230;</p>
<p>Haha, planetas&#8230; bem, você captou a mensagem&#8230;</p>
<p>Agora me conta. Eu, cheio de andrajos do jeito que estou, tudo bem, tudo bem, mas, desgraçado no meu cantinho, molhando essa vida etílica de mau-humor e depois tacando fogo por cima iria te parar pra te dar sorte?</p>
<p>Esse não é um trevo qualquer, camarada! Não é sorte, mano. É ponderabilidade.</p>
<p>Cara, essa vida é muito mágica! Muito súbita, louca!! E ela vai se atirando, entende homem?</p>
<p>Vai se disparando na gente que nem uma maldita bazuca ou sei lá o nome dessa tralha que mata duzentos num disparo. Não, não, espera! Bazuca não! Uma arma automática mesmo! Uma daquelas que, caramba, nunca atirei numa dessas&#8230; Nunca peguei em uma arma, saca, mas se pusesse as mãos nessa metranca, ia sentir o tesão de dar um click e ver nove tiros saírem audaciosos, varrendo o ambiente, como se perseguissem os malditos pra mim. Aí mais um click, mais um click e pah!pah!pah!pah!pah! Até acabar a cólera e a munição. Bem, as vezes a munição não é suficiente&#8230;.</p>
<p>A vida é assim! Ela se dispara em tiros secos e se você anda em todos os caminhos do meio, é acertado por ela dos dois lados!</p>
<p>E para os indecisos, para os aflitos, os imparciais, para os que abrem os braços em cima do muro e vão se equilibrando enquanto podem ver de um lado a pobreza e do outro a riqueza, bem e mal, amor e indiferença, pena e compaixão, sim e não&#8230;.</p>
<p>O Meu fabuloso, caprichoso e extravagante: Trevo de Duas Folhas!</p>
<p>Olha só campeão, haha! Tome aí, a vida como ela é&#8230; um lado ou outro. Arranque uma folha e não é mais ninguem, sozinho andando por aí!</p>
<p>Repare que agora que eu matei a presença de todos os meu companheiros. Não,não, não! Não peguei em metralhadoras e saí disparando, como ja disse. Eles simplesmente não existem mais na minha vida. Tenho todos os trevos do mundo ao meu dispor . Posso ir arrancando suas folhas, como fui arrancando meus companheiros da minha vida, mas quando chegar na ultima folha, ah sim, aquela folha solitária como eu, percebi que arrancá-la fora era me arrancar da minha própria vida! Aí parei, homem! Mas agora, todos os trevos que vejo no mundo têm uma folha. Eu!</p>
<p>E agora, o que encontro&#8230;! Uma folha que não serve para mim. Tome aí, o Trevo-de-duas-folhas. Seu conselheiro na hora das escolhas difícies. Sua consciência e você.</p>
<p>Você faz uma escolha e ele lhe dá uma consequência. A vida é boa assim, a gente vive assim 300 anos sem perceber, colega. Supimpas! Caminhe por aí! Pode parecer difícil no início, mas se acostuma, se acostuma. Se acostuma a dizer não, a recusar um emprego, a dizer adeus a uma paixão, a deixar um lugar de memórias para a fome do passado, a ver um grande amigo virar para a esquerda quando o caminho da direita parece tão mais atraente, desafiador e&#8230; Bem, sim, os caminhos. São muitos&#8230;</p>
<p>Se acostuma a fazer tudo e se arrepender de tudo feito, em seguida&#8230; uma semana, um mes depois.</p>
<p style="text-align:center;">*         *        *</p>
<p>Bem, você, caro-leitor: Fique sabendo que recebi um trevo-de-duas-folhas em uma manhã sem graça dessa vidinha bacana.  É claro que tenho que abrir um sorrisinho indolente. Mas, intervalando o assunto rapidamente:</p>
<p><strong>Sem essa de &#8220;Escrevo porque escrevo&#8221;. É claro que quero alguma coisa. Caramba, acho que quero muita coisa!</strong></p>
<p>Você pode apostar o seu tempo nesse jogo de azar chamado leitura esperando um prêmio&#8230;Ha! Você é bobalhão, gente boa! Prêmio você vê gente ganhando em qualquer lugar. Talvez não funcione com qualquer um, mas estão por aí, esses vencedores.</p>
<p>Talvez nos jogos de azar não seja algo a se relevar, mas enquanto lê qualquer porcaria aqui ou em outro lugar já se precaveu da possibilidade de tirar uma seqüência ineditamente unica? Nada premiado, apenas inédito&#8230;</p>
<p>Ó, isso vive acontecendo por aqui&#8230;</p>
<p>&#8220;Encara aquele pernicioso calhamaço opaco: Folhas amarelo-café. Mede com a mão a extensão de anos ou minutos na vida de personagens e deixa-a passar pelo atrito do seu dedão e para na ultima página. Fica muxoxo com  o algarismo que parece mais ano histórico do que número de página e duvida da sua aptidão para tal vereda&#8221;.</p>
<p>E aí, em algum instante da ducentésima parte: Tsuc!</p>
<p>Uma ventosa singular dilata suaa pupilaa&#8230;. O erro está feito. O protagonista dá a resposta diferente, o antagonista acerta o pavio, o tempo e o espaço de ambientação posicionam o barril explosivo e sua mente entra em órbita no estouro da história (Os motores se desligam e não é mais necessário esforço algum para se manter os avanços).</p>
<p>Qualquer livro é digno de ser julgado pelo capa, pelo número de páginas, pela textura e aspecto das páginas, mas nunca deve-se duvidar da capacidade que um ou dois capítulos têm de atirar na fogueira da fascinação quem o tenta queimar pela falta de figuras.</p>
<p>Ler um livro e não ler outro é uma escolha assim como tudo na vida. É fazer a maturidade que ja se tem agir por si só e decidir a estética da sua próxima auto-evolução,  a cromosfera da sua próxima transformação. Deixamos nossa experiência criar autonomia para escolher seus caminhos e nos trazer bons frutos.</p>
<p>E se falha muito no ato, claro. Deixamos de lado, aos 12, bons livros para os 16 , ou nem descobrimos que seriam bons para os 16 e nunca os lemos.</p>
<p>Bem, o post ameaça atingir o que vai atingir daqui a algumas linhas desde o início dessa metagrafia. Não posso mandar meu ego ir plantar cipó cabeludo enquanto tento escrever sobre coisas grandiosas, toscas, prosaicas, simples e ambiciosas. Inclusive, ele tem uma participação notável em todos os acabamentos, em um ou outro Acusma, participação total e em alguns completamente impessoais foi o que engendrou o interesse motriz.</p>
<p>2008 torturou  (tem torturado) firmemente. Foi um ano que me exigiu muitos esforços para atingir conclusões bem infantis&#8230; Bem, sem mais demoras. um pouco sobre o que não sei explicar:</p>
<p>- Esse ano, aprendi que estudar, dissecar, explorar, criticar coisas que se gosta muito a nível de prazer pode, além de completamente construtivo, cruel, assentimental, criar uma série de problemas em torno da solidez dos valores individuais, pode criar uma dissociação entre velhos gostos e a própria identidade de quem gosta e por fim pode acabar te fazendo sair do confortável sofá e sair pra procurar algo novo para se apaixonar. Péssimo e Perfeito. Mas ainda hei de me acostumar, hei de me acostumar.</p>
<p>- Certamente, abusar de eruditismo em um texto literário torna ele, dependedo da dimensão, do patamar que você trilha como escritor, pobre, sem significado e um mero veículo para exprimir seu vocabulário. O Dicionário é um parceiro que te ajuda a concertar vasos quebrados com pequenas quantidades da emulsão-bonder (Los Termos). Você cola cada caco e tem um vaso recriado com um pouco de esforço. Mas acima de tudo, o vaso. Você abusa da cola e tem plástico em forma de vaso.</p>
<p>- Meus amigos estão dizendo que escrevo bem e devo muito à confiança que tenho neles para dizer que estou melhorando mesmo. Devo estar melhorando, sim.  E se realmente estou melhorando não há hora melhorar para dizer que a inspiração não é sua parceira. Quer saber escrever bem? Acho que não tem segredo (Nunca encontrei nenhum por isso estou desistindo de procurar). Escreva, apenas vá escrevendo. Não deixe para escrever quando tiver algo grandioso na cabeça. Moa-se em linhas e as organize nesse papel digital que é inesgotavelmente prático. Não gostou? apague. Mas não deixe de escrever. Nunca. Quase ninguem vem aqui, eu tenho certeza, mas isso nunca foi motivo pra eu escrever menos. Faça do cerne de seu ego seu maior leitor, seu maior espectador, aquele que bate palmas mais altas e que chora com mais volumosidade.</p>
<p>- Se você escreve contos vai acabar descobrindo que sua maior dificuldade é a de tratar de realidades às quais não pertence. Sempre que penso nisso me lembro que li em uma entrevista de alguma revista com Stephen King que ele se propusera a desenvolver uma história de complexidade completamente gerida pelo ventre do universo feminino e nem sabia que em sua cidade absorventes eram ventidos em máquinas.</p>
<p>Saia de casa. Vá viver alguma loucura, alguma coisa diferente. Crie situações reais e repentinamente se descubra dentro delas. Então saia vivo dessas situações com a palpabilidade das reações, dos instantes, dos pormenores que sofreu e reprojete-as com (agora mais facilmente) realismo em seus personagens. Antes de usar sua criatividade para contar sobre paralelos do que vive, tente viver sobre os paralelos do que quer escrever.</p>
<p>Grandes escritores como Tolkien, como lembra Tavos, não acreditavam na magia que utilizavam em seus enredos e faziam grandes obras representando perfis bem diferentes dos seus próprios pessoais.  É um bom patamar, mas é um caminho austero. Quando você começa a escrever, começa um processo de distanciação do seu próprio eu (existencial, filosófico, psicológico, reativo, logístico , etc.). Tudo que você vai escrevendo fica muito próximo do que você acredita, do que você entende, do que você vive. Você tem muita dificuldade de destruir a marca d&#8217;água do seu nome em cada frase que &#8220;postula&#8221;. Escreva, escreva e tente se surpreender. Deixa sua imaginação se tornar um beco sem-saída de repente e quebre essa parede com as marretadas de suas ambições.</p>
<p>Certo. Espero que você, que esteja lendo isso aqui, queira escrever alguma coisa depois. Adoraria que todo mundo se sentise dominado pela mesma fantasia que me envolve ao escrever.</p>
<p>Eu estou aprendendo ainda, espero que tenha paciência com meus errosgramaticais, ortográficos, com meus apelos coloquiais (mostram minha tentativa de mesclar o erudito e o popular) e que, mais esperançosamente, &#8220;encontre-se&#8221; em algum tema sobre o qual escrevo.</p>
<p>Aos poucos, escrever vai se tornando a folha do trevo que escolhi para me decidir  quanto ao lado da estrada.</p>
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		<title>Metagrafia nº3 (Cansado do passo-a-passo para se fazer qualquer-coisa ?)</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 01:18:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Castilho Gil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metagrafia]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje fui no teatro.
Já devem ter te contado alguma coisa sobre a palpabilidade de se ver alguém brincando de  vida. Mas a singularidade que qualquer coisa ganha ao ser encenada é indescritível.
Mas você tem que ir sozinho. Vá sozinho mesmo! Não crie perspectivas para alimentar agonias quanto ao infeliz do seu  acompanhante cutucando o celular, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bieldeadline.wordpress.com&blog=4092303&post=86&subd=bieldeadline&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Hoje fui no teatro.</p>
<p>Já devem ter te contado alguma coisa sobre a palpabilidade de se ver alguém brincando de  vida. Mas a singularidade que qualquer coisa ganha ao ser encenada é indescritível.</p>
<p>Mas você tem que ir sozinho. Vá sozinho mesmo! Não crie perspectivas para alimentar agonias quanto ao infeliz do seu  acompanhante cutucando o celular, aturdido com uma ligação escandalosa. Não crie perspectivas para a audição de comentários que vão demandar muita sorte (Muita sorte) para encaixarem-se aos soquetes com ar misterioso que sua própria mente vai criando. Leve seu corpo e sua mente. Só os dois. e deixe os dois namorarem gritantemente enquanto vão descobrindo aos pouquinhos as revelações que um caminho completamente desconhecido, mas ainda assim, sinonímico à vida irá te mostrar.</p>
<p>E Nunca! Nunca procure ir atrás dos atores depois da peça. Sobretudo se a peça tocar e trincar o âmago vítreo do seu ser. Continue&#8230; Viva e morra pensando que o momento em que as cortinas se fecham demarcam o instante que aquela crônica daquelas pessoas se conclui. Considere os aplausos e tudo mais m-e-r-a-f-o-r-m-a-l-i-d-a-d-e rude e emplastrada de realismo insensível que só está ali para cortar as raízes do mais próximo de uma magia humana. Tenha ódio ou contemplação pelo vilão quando o vir rindo descontraidamente no barzinho e glorifique ou crucifique o protagonista quando o vir fumando um cigarro apaticamente enquanto toma um c-a-f-é-n-t-e-d-i-a-n-t-e num desses momentos de eventualidade parabólica.</p>
<p>Achei que o cinema tinha me adotado e tinha se tornado um pai egoísta e inflexível e isso era irremediável. Mas eu não teria conseguido viver sem esse lado mais delicado e melindroso da arte e acabei me prendendo ao teatro também. Dividido.  (Ja estabelecidas as regras de convívio.)</p>
<p>Mas nem era necessário tagarelar tanto assim&#8230;</p>
<p>Só não queria um post vazio, no estilo COMUNICAMOS A TODOS QUE  (Segue o exemplo):</p>
<p>[O Blog estará em hiato a partir do dia 13 de Outubro (tempo de recesso indeterminado ou apenas com uma ocorrência menos prioritária de atualizações aqui.) em função de projetos paralelos do autor (Literários também) que terão projeção mais futura.</p>
<p>Grato, o mesmo]</p>
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		<title>Metagrafia Nº2</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 23:33:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Castilho Gil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metagrafia]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez o maior problema de escrever apaixonadamente esteja no fato de que não somos capazes de comprimir a vida graficamente.  Existe um sem-número de sentimentos sem-nome por aí que estão ao alcance de qualquer um nos momentos mais humanos e menos artísticos de cada um (ou menos humanos e mais artísticos&#8230; Arrisco dizer que a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bieldeadline.wordpress.com&blog=4092303&post=55&subd=bieldeadline&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Talvez o maior problema de escrever apaixonadamente esteja no fato de que não somos capazes de comprimir a vida graficamente.  Existe um sem-número de sentimentos sem-nome por aí que estão ao alcance de qualquer um nos momentos mais humanos e menos artísticos de cada um (ou menos humanos e mais artísticos&#8230; Arrisco dizer que a diferença do que é humano para o que é artístico é quase nula).</p>
<p>O poeta é o mestre em extrair do cerne de sua subjetividade algo que vá se tornar interessante para alguém em alguma dimensão de admiração. Eu,tu,ele, nós, vós, eles não entendemos o que o poeta de alma quer dizer, se é que ele quer dizer alguma coisa. Se analizamos de forma geométrica e tapada a sua criação percebemos que não seríamos capazes de sentir o que ele sente em hipótese alguma. O fator que nos leva a gostar de poesia talvez seja da mesma natureza do qual nos faz odiar. Odiamos poesia pois não entendemos bulhufas do que o homem quer dizer, ou se achamos que entendemos é sempre estúpido demais para nós. Amamos poesia justamente por que não entendemos o significado de forma alguma, só sabemos que por mais único e pessoal que seja o sentimento expresso ele é humano e quase sempre acolchoado com belos jogos de palavras. E pelo humanismo, algo dentro de nós faz entender a arte do outro. Tal altura atingida em que criamos afinidade com a matéria artística, talvez mude sem que saibamos toda a nossa compreensão a respeito disso: No humanismo que me liga ao poeta há sempre a possibilidade de um dia vir a sentir o que o poeta diz nas suas estrofes sem saber que compartilhamos o sentimento.</p>
<p>São as traiçoeira palavras.</p>
<p>Sentimentos iguais nos fazem através do lirismo escrever coisas diametralmente diferentes.</p>
<p>Mas quem sou eu para reiterar isso? Adoraria ter a certeza pleonásticamente absoluta de que sou único em minha dinâmica sentimental. Regozijar-me ao ver que os outros admiram não o que diretamente escrevo, mas o que indiretamente sinto.</p>
<p>Mas é bonito, não? Pensar que talvez admiremos a arte de alguem simplesmente por ela ser humana.</p>
<p>Acredito no melhor das pessoas, mas como taxa de erro e/ou via das dúvidas&#8230;.</p>
<p>Procuro não escrever poesia.</p>
<p>=)</p>
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		<title>Metagrafia nº1</title>
		<link>http://bieldeadline.wordpress.com/2008/08/16/metagrafia/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 03:45:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Castilho Gil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metagrafia]]></category>

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		<description><![CDATA[São os três passos do Jazz empregados de forma mais musical!
Imito, Assimilo e recrio com visível irresponsabilidade!
Escrever consiste em marcar as pegadas do seu ego em algum momento de sua vida.  Um dia o escritor sempre retorna em nostalgia e reflexão aos caminhos que um dia trilhou&#8230; mas as pegadas são quase de um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bieldeadline.wordpress.com&blog=4092303&post=8&subd=bieldeadline&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>São os três passos do Jazz empregados de forma mais musical!</p>
<p>Imito, Assimilo e recrio com visível irresponsabilidade!</p>
<p>Escrever consiste em marcar as pegadas do seu ego em algum momento de sua vida.  Um dia o escritor sempre retorna em nostalgia e reflexão aos caminhos que um dia trilhou&#8230; mas as pegadas são quase de um outro ser: os pés menores, menos trabalhados pelo tempo e com uma fixação meio desajeitada; Certamente um outro ego&#8230; Mas é o sentido natural do que se cria.</p>
<p>Com o passar do tempo tudo que criamos em algum momento vai se tornando menos nosso e mais do mundo e de outros seres humanos. O Mundo porta belezas e horrores e quer todos os dois para si, o ser humano quer apenas a beleza e se ele encherga a beleza em algo, imita e com o amadurecimento da assimilação um dia consegue criar algo: Se será bonito ou não, eu não sei. Se outras pessoas vão imitar, assimilar e recriar pela beleza, eu não sei. Mas sei que o tempo e o mundo guardam e registram tudo com carinho</p>
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